sexta-feira, 5 de setembro de 2014

A PRIMEIRA SAUDADE

Foi no momento exato em que nasci
Que a primeira saudade me atingiu
Pois minha mãe, a mãe que eu nunca vi
Me pôs no mundo e para Deus partiu.

E na minha inocência eu prossegui
Sem ter noção da dor que me feriu,
Depois... só bem depois compreendi
Que algo triste em meu peito evoluiu

Quem me criou cobriu a minha vida
De zelos, de carinhos e de amor
Mas uma sensação me perturbava.

Era aquela saudade indefinida...
Mágoa de não ter mãe. E aquela dor
Que desde que eu nasci me dominava.

Bernardina Vilar

De: Bom dia Saudade

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