sexta-feira, 5 de setembro de 2014

SÓ FICOU SAUDADE

Já nada resta do viver de outrora!
O tempo destruiu sem piedade
Tudo quanto de bom na doce aurora
Da existência, era paz, felicidade.

Do jardim que era lindo resta agora
A terra ressequida. É bem verdade
Que a casa ainda lá esta, embora
Tão diferente! (Decifrar, quem há de?)

Murcharam de tristeza as esperanças!...
Nos olhos o que ainda brilha é o pranto
Refletindo uma dor que o peito invade.

Dos entes tão queridos, lembranças!
Eles se furam conduzindo o encanto
Da minha vida. Só ficou saudade.

Bernardina Vilar

In ‘Bom dia, Saudade’ (1995)

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