quinta-feira, 11 de setembro de 2014

RIO PARANAPANEMA





As entranhas da. terra penetrando
Sereno e calmo o rio vai correndo
Entre matas e morros deslizando
Moroso e lento, curvas descrevendo.

Tranqüilo e belo segue se arrastando
Pretensioso, o vale percorrendo
Nas águas as paisagens espelhando
Como imagem de paz oferecendo.

E com soberania ei-lo seguindo
Orgulhoso e sutil, indiferente,
Como um braço de mar de águas mansas.

Não lhe importa 0 que deixa. Prosseguindo
Vaidoso e forte vai marchando em frente
Como quem busca novas esperanças.

Ourinhos - São Paulo - 25 .12.89

Bernardina Vilar
In ‘Bom dia, Saudade!’ (1995)

Nenhum comentário:

Postar um comentário