sexta-feira, 5 de setembro de 2014

O POR DO SOL



Descamba o sol no ocaso além do monte...
O dia moribundo se despede!
Entre os rochedos rumoreja a fonte
E o silêncio ao redor, saudades mede.

A escuridão já paira no horizonte
A tarde, pra dormir, tristonha pede...
E sobre as nuvens, reclinando a fronte
De que o dia partiu não se apercebe.

No campanário o bimbalhar de um sino
Tange dolente ao perpassar do vento
Doce acorde de paz, tranqüilidade...

Meu coração se sente pequenino
Para conter num canto de lamento
O infinito sem par de uma saudade!

Bernardina Vilar

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