quinta-feira, 18 de setembro de 2014

PRECE


De Deus eu quero a luz que me ilumine,
Do ser humano um pouco de bondade;
Do mal quer fiz, perdão que me redime
E da ilusão a grata realidade.

Do coração eu quero o amor que imprime
N’alma o fulgor da justa caridade;
Do sofrimento a lágrima que exprime
O bálsamo da dor, da acerbidade.

Da inocência a pureza que irradia,
Do pássaro cantor, da voz o encanto
E das campinas o olor inigualável.

Dos felizes, um pouco de alegria...
Dos que sofrem o alívio de seu pranto;
Da humildade e da paz o gosto afável.

Bernardina Vilar
In ‘Bom dia, Saudade!’ (1995)

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